Wednesday, March 08, 2006

VIAGEM

Abraço-te e perco-me em viagens
O teu corpo é o meu continente
O refúgio de mil e uma miragens
O meu eterno sinal intermitente

Fecho os olhos e viajo contigo
Juntos na estrada do prazer
Esse nosso estar é um ritual antigo
É uma dádiva, um eterno querer

É num silêncio que tudo acontece
Um silêncio docilmente ruidoso
E lá fora, lentamente, anoitece
O tempo escoa-se em ritmo vagaroso

Regressamos pela madrugada
E connosco vem a cumplicidade
A satisfação na cara estampada
E o sentir da palavra felicidade

Waldir Araújo

2 comments:

Flávio Côrrea de Mello said...

Caro Waldir,
este poema é de um vagar especial... como as ondas do rio que tu anuncias, vou acompanhar atentamente tuas prosas e poemas
cordiamente

Waldir Araújo said...

Caríssimo Flávio,
Obrigado pelas palavras. Espero que continues a apreciar as ondas do Rio Geba.
Abraços,

Waldir Araújo